quarta-feira, 29 de abril de 2015

AUSTRÁLIA



  • Um país no mundo ocupa todo um continente. Trata-se da Austrália, termo que designa um país, espécie de ilha gigantesca, e o Novíssimo Continente,  a que se agregam inúmeras pequena silhas e arquipélagos.
  • O nome "Austrália" significa "terra do sul"; além da Antártida, é o novíssimo Continente  o único situado inteiramente ao sul do equador. 
  • Algumas vezes, a Austrália é chamada "ilha-continente". Em verdade , é uma ilha, situada a 3.000 quilômetros ao Sul da Ásia e a cerca de 9.000 quilômetros das Américas; distância equivalente a quase metade da circunferência do globo a separa da Europa.
  • Há dois séculos atrás, não havia populações brancas na Austrália. Marinheiros holandeses que, na época, aportara, à costas setentrionais e ocidentais, expressaram opinião de que "a terra não valia grande coisa". Não admira que tivessem essa ideia; em realidade, as praias do Norte da Austrália estão situadas tão próximas do equador que se tornam excessivamente quentes; além disso, chove torrencialmente. O clima quente e úmido não é preferido pelos brancos do norte da Europa, como os holandeses. Quanto à costa ocidental, é seca e estéril. O centro é ocupado por um grande deserto, que vai, a oeste, até quase ao mar.
  • William Dampier foi o primeiro inglês a aportar à Austrália, ma as explorações do comandante James Cook, nas costas do sudeste, foram mais importantes. Achou o clima agradável, as florestas magníficas; nas costas de uma das baías, encontrou tantas e tão estranhas plantas, que deu ao local o nome de "Baía Botânica". Sabendo da existência de tão agradáveis terras, a Grã-Bretanha reivindicou-as.
  • Pouco depois , começaram os ingleses a fixar-se num ponto próximo da atual cidade de Sidney, hoje a mais importante da Austrália.
  • Os colonizadores descobriram que não só as plantas mas também os animais eram diferentes  dos que até então conheciam, os vombates e os coalas carregavam os filhos em bolsas situadas sobre o ventre. Havia também o casuar, avestruzes, cisnes negros e outras aves desconhecidas.
  • Os primeiros colonizadores ficaram confinados entre as montanhas e o mar. Por muitos anos , não conseguiram cruzar as serras, mas quando o fizeram, divisaram grandes extensões de relva. Alguns desses colonizadores, que haviam sido criadores na Inglaterra, perceberam que o gado ovino se daria maravilhosamente naquelas pastagens. Sabiam, também, que a lã pode ser facilmente transportada por mar, e que seu valor compensa o preço do transporte. Muitos iniciaram a criação, e a Austrália se tornou o maior produtor de lã do mundo.
  • Também se fez a criação de gado bovino, ma a carne e a manteiga não se exportam com a mesma facilidade da lã.
  • Há um século, descobriam-se os primeiros veios de ouro na Austrália; iniciou-se, assim a corrida do ouro. milhares de pessoas acorreram à nova terra, para tentar fortuna.
  • Nova corrida do ouro ocorreu quarenta anos mais tarde. Dessa vez, foi o ouro descoberto no Oeste; os mineiros tiveram que trabalhar arduamente; não havia água suficiente , nem estradas para trazer víveres e instrumentos ou para transportar o ouro. Construiu-se, então, a primeira via férrea; oeste e leste comunicavam-se e, pouco depois - 1º de janeiro de 1901 -, as diferentes partes da Austrália uniam-se, formando uma só nação
  • Muitos dos que ter à Austrália em busca do ouro perceberam que a terra possuía numerosas outras riquezas, tais como carvão, o cobre, o zinco. As florestas forneciam excelente madeira para a construção; ao longo das praias, encontravam-se madrepérolas e tartarugas. Certos solos eram propícios à cultura do trigo, outros à cana-de-açúcar ou árvores frutíferas.
  • Naturalmente, era preciso  vender ou comprar o que se produzia; outras pessoas dedicavam-se à manufatura de manteiga, queijo, farinhas e, também, de aço, máquinas agrícolas, instrumentos, sapatos e roupas. E assim cresciam as cidades.
  • No momento atual, a Austrália está longe de se tornar ultrapovoada. A Austrália é quase do tamanho dos Estados Unidos, mas sua população de 14 milhões de habitantes apenas ultrapassa de um milhão a população de Nova York. Mais da metade ada população do país vive nas cidades, Sidney e Melbourne são as maiores dentre elas.
  • Sendo um país independente,a Austrália, entretanto, faz parte da Comunidade Britânica de Nações. Os australianos falam inglês; entretanto, empregam termos seus, regionais, que não se encontram no inglês falado na América nem na Inglaterra.
  • A Austrália é uma federação de seis Estados e dois Territórios.
  • Sua capital é Camberra, pequena cidade construída especialmente para servir de sede do governo.
  • Graças à aviação, a Austrália mentém-se menos isolada. Navios-frigoríficos são utilizados na exportação de carnes, manteigas e frutas.
  • Apesar da distância de outras terras, o que constitui, sem dúvida, entrave no desenvolvimento, a Austrália mantém o comércio florescente. 

"OS ASTECAS"



  • Cerca de 300 anos antes de Colombo empreender viagem à América, uma tribo vinda do norte fixou-se nas terras que hoje constituem o México. Esses indígenas, os astecas, eram caçadores armados de arco e flechas.
  • Nesse tempo, os índios que habitavam o México viviam pacificamente da cultura do milho, circunstância que tornou fácil conquistá-los, e dois séculos depois todo o México era dominado pelos astecas.
  • os  astecas escolheram uma ilha no meio de um lago para localizar a sua capital, que denominaram Tenochitlã.
  • Quando Colombo chegou ao Novo Mundo, Tenochitlã era uma grande e linda cidade. Muitos dos edifícios eram feitos de pedras de cores claras que brilhavam ao sol. Havia grandes templos, belas residências e até um jardim zoológico. No lago à volta da cidade havia jardins flutuantes; canais que serviam como ruas da cidade.
  • Os astecas faziam jóias de ouro e prata, e ornavam os lábios e orelhas. Também teciam em algodão finíssimo e modelavam bonitos vasos. Os sacerdotes usavam belas vestes e cocares de plumas.
  • Esses índios não conheciam o alfabeto, mas escreviam por meio de imagens; é o que chamamos de escrita pictográfica. Seus sacerdotes tinham grande conhecimento das estrelas e inventaram um calendário. Uma da relíquias dos astecas é um calendário gravado numa pedra que pesa 20 toneladas. Os astecas rapidamente se tornaram uma das tribos mais poderosas do México Central. Forçaram muitas das tribos vizinhas a pagar-lhes tributos, e as que recusavam eram atacadas e tornadas cativas. A riqueza que os astecas arrecadavam de outras tribos contribuiu para fazer Tenochitlã, a esplendorosa cidade que foi. De uma pequena vila de 1.000 habitantes, em 1325, tornou-se, um século mais tarde, cidade de mais de 100.000 habitantes.
  • A religião tinha muita importância para os astecas; adoravam um deus solar, e tinham também os deuses da chuva, do vento, da luz  e do fogo. Os astecas acreditavam que os deuses exigiam sacrifícios humanos. Nas batalhas, preferiam capturar os inimigos  a matá-los. Os prisioneiros eram conduzidos a um templo e sacrificados aos deuses astecas.
  • Um dos exploradores espanhóis que fizeram a conquista do Novo Mundo, Fernão Cortês, ouviu falar dos astecas e suas riquezas, e de Montezuma II, rico soberano, cujos tesouros resolveu conquistar.
  • Muitas das tribos indígenas que temiam os astecas recusaram-se a ajudá-los contra Cortês. Outras aliaram-se à Cortês contra os astecas. O exército de Cortês, melhor equipado e mais organizado, foi vitorioso, caindo morto Montezuma II. A magnífica cidade de Tenochitlã caiu sob o julgo dos espanhóis. Em seu lugar, elevou-se a cidade do México. Muitos indígenas da época atual são descendentes dos astecas do império Montezuma.

JOANA D'ARC (1412 - 1431)

A primeira parte da história de Joana D'Arc apresenta-se como conto de fadas.


  • Joana, pequena camponesa, sem saber ler e nem escrever, dirigiu os exércitos franceses, e, coberta de uma armadura branca, os conduziu a admiráveis vitórias. Na imensa Catedral de Reims, ficou ao lado do Rei da frança no dia da sua coroação. Aí termina o conto de fadas, O fim da história é triste.
  • Joana nasceu em Domrémy, aldeia de Lorena, na França. O pai tinha uma pequena granja na entrada do povoado. Por essa época, a França estava devastadas pelas lutas  de uma guerra que durou quase cem anos, com a Inglaterra e seus aliados, os borganheses, senhores ainda de grande parte do norte do país. A autoridade de delfim Carlos, que se tornou rei e, 1422, sob o nome de Carlos VII, era contestada, principalmente porque não se fizera sagrar em Reims.
  • Com 13 anos de idade, Joana tornou-se muito piedosa e orava não só na Igreja, como nos campos, quando guardava o rebanho do pai. Ouviu vozes que a mandavam ir libertar Orleãs, assediada pelos ingleses, e providenciar a sagração do delfim em Reims.
  • Depois de vencer a resistência de todos os que não acreditavam nessas vozes, conseguiu chegar até Carlos VII, que começou a acreditar em Joana, mandando-a à frente de um exército para tomar o forte de Orleãs, vestida com uma armadura branca, levando na mão um estandarte com a flôr-de-lis, conseguiu vitória sobre as forças inglesas. Dessa vitória lhe vem a alcunha de Donzela de Orleãs. Seguiram outras vitórias e, finalmente, deu-se a sagração do delfim na Catedral de Reims.
  • Achando que sua missão estava cumprida, Joana desejou voltar para casa. O rei não consentiu.  Ela tentou livrar Compiégue, que era atacada pelos borgonheses. Caiu prisioneira, e os borgonheses venderam-na aos ingleses por 10 mil escudos de ouro.
  • Joana foi julgada porr um tribunal, que a acusava de feitiçaria, sendo condenada à morte na fogueira, onde morreu  em 30 de maio de 1431.
  • Diz a história que um soldado inglês, diante da fogueira exclamou: "Queimamos uma santa". Cinco séculos depois, a Igreja Católica a colocava no rol dos santos. A ação de Joana d'Arc fez ressurgir nos franceses o sentimento de patriotismo. Logo depois de sua morte, foi aureolada da veneração popular, que perdura através dos tempos. 

JABUTI



  • É um quelônio de nome científico Testudo tabulata, muito conhecido em todo o país por ser personagem de relevo em numerosas lendas de nossos índios. Mede 30 a 40 centímetros de comprimento e tem a parte superior do casco preta, com um centro amarelo em cada escudo. Habita as matas do Espírito Santo e Amazônia. Na estação seca, esconde-sob as folhas e o húmus; na época das chuvas, passeia à cata de frutas caídas, que lhe servem de alimento. A fêmea é maior que o macho, podendo excepcionalmente atingir 70 centímetros  de comprimento.
  • A carne do jabuti é saborosa, sendo muito apreciada à mesa.
  • Oos índios atribuem a este animal grande astúcia, tanto que, nas aventuras em que se mete, ele  vence os outros animais, como a onça, o jacaré e o veado.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ANIMAIS DAS PROFUNDEZAS SUBMARINAS



  • A maioria dos animais e das plantas que vivem no oceano conservam-se a menos de 200 metros de profundidade. Quanto mais se  afunda, menos suportáveis para os seres vivos vão-se tornando as condições de existência. A 1.500 m abaixo da superfície, o oceano é frio e escuro, porque lá não penetram os raios solares. As plantas aquáticas não podem existir nesta profundidade porque necessitam de luz para elaborar seu alimento. Entretanto, há animais que habitam esse abismo sombrio e gelado.
  • Cada centímetro quadrado de suas epidermes deve suportar a pressão de vários milhares de quilogramas. Não sentimos a pressão do ar, porque temos uma pressão interna da mesma força, que a compensa. Do mesmo modo, os animais das grandes profundidades, adaptados ao meio que os cerca, têm pressão interna equivalente à que suportam na água, nessa profundidade.
  • Quando se traz à tona algum desses animais, ele quase morre imediatamente.
  • Ás vezes eles estouram, porque na superfície a pressão interna do seu corpo é muito mais forte do que a externa. Se transportássemos bruscamente para as grandes profundezas animais que vivem nas águas de superfície, eles também não poderiam suportar essa diferença e morreriam ao sofrer a enorme pressão externa.
  • quase todos os habitantes das profundezas são pequenos. A 1.500 metros de profundidade, o corpo de um animal do tamanho de um homem teria de suportar uma pressão de cerca de três milhões de quilogramas. Isso explica o tamanho reduzido da maioria dos animais das grande profundezas; seria um gigante o que medisse 1,75 m de comprimento.
  • Muitos deles possuem maxilares, dentes ,e olhos enormes; a serpente-do-maar, por exemplo, tem presas tão grandes e proeminentes, que é de se admirar que consiga fechar a boca. Ás vezes, come peixes do seu tamanho. Já o eurifaringe abocanha outros muito maiores do que ele, porque tem mandíbulas e tubo digestivo que se distendem muito.
  • Esses peixes do fundo dos oceanos são em geral carnívoros e alimentam-se de outras espécies que vivem nas mesmas paragens; alguns comem detritos de plantas ou animais que baixam da superfície. Muitos desses seres têm no corpo substâncias químicas que iluminam na escuridão. O peixe-sapo ou diabo-marinho possui longa  hastes, que têm na extremidade uma espécie de lanterna; o batípero tem uma  fileira de pontos luminosos azuis ao longo do corpo e dois tentáculos providos de uma luz azul e uma vermelha, na ponta. Quanto à serpente-do-mar, seus dentes e olhos se inflamam com luz sobrenatural naquela escuridão. Embota muito desses peixes sejam horrendos, há alguns magníficos, tal um quer tem o corpo chato como o peixe-voador, rodeado de nadadeiras finas e fosforescentes, tendo de cada lado cinco  fileiras de luzes fulgurantes.
  • As lulas do fundo do mar também são muito belas. Tem o corpo longo e gracioso, coberto de órgãos que emitem luz pálida, vermelha, azul ou  verde. Na extremidade de cada um de seus dois filamentos existe uma bola, em que resplandece uma luz avermelhada.
  • Os camarões são muito comuns nas regiões abissais. Seus órgãos internos produzem elementos luminescentes, que se dissolvem na água que têm dentro do corpo. Quando um animal se sente em perigo, expulsa essa água, que forma em sua volta uma espécie de nuvem fosforescente; parece que, deste modo, ofusca o inimigo e aproveita-se disso para tentar fugir.
  • Grande número de animais de pequeno porte nada ou desliza nas grandes profundidades do oceano. Os que emitem luz parecem estrelas aos olhos dos exploradores submarinos - (Deep-sea creatures / Animaux des profundeurs sous-marines).

segunda-feira, 6 de abril de 2015

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CAI 0,9% EM FEVEREIRO




A produção industrial caiu 0,9% em fevereiro na comparação em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro houve aumento de 0,3% interrompendo dois meses de taxas negativas, -1,2% em novembro e 1,6% em dezembro. Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção da industria nacional recuou 9,1%, 12ª taxa negativa consecutiva e a queda mais intensa nessa comparação desde julho de 2009 (-10%). No ano a industria acumula queda de 7,1%. O acumulado nos últimos 12 meses (-4,5%), manteve a trajetória dessedente iniciada em março de 2014 (2%), resultado negativo desde janeiro de 2010 (-4,8%).
Segundo o IBGE, os recuos de fevereiro foram registrados nas quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de capital (4,1%), principalmente devido à menor produção de caminhões ainda afetada pelas férias coletivas em várias unidades. O resultado eliminou parte do avanço de 8,2% registrado em janeiro. Houve queda de produção em 11 dos 24 ramos pesquisados. As principais influências negativas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), produtos do fumo (-24%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%).
A média móvel trimestral da industria recuou 0,8% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, comparada ao nível do mês anterior, após quedas em novembro (-0,5%), dezembro (-0,9%) e janeiro (-0,9%).

FONTE: FOLHA DO ESTADO (09/03/2015).